Terça-feira 24 de Outubro de 2017
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27 Aniversário do Centro Paroquial de Cachopo

Cerimónia de 6 de Abril de 2017
Intervenção do Presidente
Diác. Albino Martins

Nenhum de nós, na verdade, sabe o que amanhã trará, mas conhecemos, ou devemos conhecer, o que o passado e o presente, nos dizem dele e o que nos fazem sentir.
Caminhar assim, causa evidentemente expectativa e o futuro do CENTRO PAROQUIAL DE CACHOPO, nunca poderá ser encarado de ânimo leve, se o seu coração quiser bater, pelo mesmo compasso da sociedade e da fé professada, em cujos valores assenta.
Tanto se fez nestes 27 anos… mas há tanto por fazer, desde o que não ficou concluído, ao que a dura realidade dos nossos dias, não cessa de multiplicar.
Há muito merecido orgulho e resultados, sem dúvida, mas ao olharmos para a freguesia de Cachopo hoje, vemos multiplicar-se à nossa frente, longos horizontes de tarefa árdua, dado o assustador envelhecimento da população e a não fixação de jovens.
O Centro Paroquial criou uma forte coluna, apoiada nos seus órgãos sociais e nos seus colaboradores, mas o vento que o fustiga, sopra também tempestuoso.
Dada a localização geográfica e dos fracos recursos económicos, terão de tratar-nos com descriminação positiva. O Estado Central e a Autarquia Local, terão de dotar esta Instituição dos recursos que necessita, sob pena de ser muito difícil a nossa acção e o chegar mais longe no apoio a prestar.
Estará aqui, contudo, uma das condições de uma Instituição cada vez mais sólida e interventiva: a de nunca se fechar aos problemas sociais que a rodeiam na comunidade. As suas portas têm de estar sempre abertas, pois deste modo o vento mais furioso nunca logrará quebrá-las.
O caminho feito nos últimos anos reforçou o Centro Paroquial, graças ao espírito de missão, de rigor e de busca de estabilidade e consolidação.
Mas nunca esqueçamos: por maior e melhor que seja o nosso desempenho, ao tornarmo-nos duradouros, correremos sempre o risco de entrar na senilidade das rotinas, na acomodação de propósitos e procedimentos, nos compromissos sem dinâmica.
É, então, muito preciso guardar dentro de nós a semente da capacidade de interrogar, de analisar, de debater, de criticar construtivamente, sobretudo quando o alvo devemos ser nós próprios. Guardar esta semente, plantá-la e cuidar da sua consistente germinação!
Ver-se-á, assim, em alguns momentos dessa incessante labuta, o quanto foram preciosos, como adubo suculento, quantos por esta casa passaram, membros dos órgãos sociais, da Liga dos Amigos, Colaboradores e Utentes que já partiram para a Casa do Pai e que tanto deram por esta causa. Não esquecendo todos os colaboradores que ainda estando entre nós, já se aposentaram.
Presto ainda homenagem, aos rostos actuais da Instituição, os seus colaboradores que incarnam este espírito de serviço, em favor dos idosos nossos utentes.
Caros amigos,
Quando o “pôr do sol” da vida se aproxima, no CENTRO PAROQUIAL DE CACHOPO”, há um lugar para o avistar com tranquilidade.
Este Complexo Social tem aberto os seus braços e as suas portas aos que já passaram muitos anos na vida.
Nele ergue-se a “Estrutura Residencial para Pessoas Idosas”, sempre com a sua capacidade lotada (30 utentes) e com muitas pessoas idosas desejosas de cá entrar (estão cerca de sessenta em lista de espera). Junto a elas estão os que se acolhem em Centro de Dia (15 utentes) e que regressam as suas casas, devidamente acompanhados, ao final do dia. Os nossos colaboradores (42) espalham a nossa actividade em toda a freguesia (23 lugares), assistindo 50 idosos que se encontram nas suas habitações, mas que necessitam de apoio.
O Centro Paroquial possuí ainda um Centro Convívio no lugar de Feiteira, com capacidade para 20 utentes.
Em tudo isto, nunca deixamos de defender que o papel da família continua a ser preponderante, para o bem-estar e equilíbrio psicossocial dos cidadãos, que aqui vivem e convivem, sendo muitas as actividades que o comprovam.
Temos ao dispor serviços de bem-estar, como seja serviço de cabeleireira, quinta pedagógica, fisioterapia, ginástica geriátrica, ateliês ocupacionais, apoio psicossocial e religioso, intercâmbios com gerações mais novas, um simples e alegre convívio, uma ou outra visita e passeio.
Passados 27 anos é bom verificar que o CENTRO PAROQUIAL DE CACHOPO foi uma aposta que valeu a pena.
O Estado Português, A Diocese, a Paróquia de Cachopo, o Município de Tavira e a Freguesia de Cachopo, devem sentir-se orgulhosos pela obra que ajudaram a pôr de pé.
Todos os que a servem no CENTRO PAROQUIAL DE CACHOPO acham que 27 anos é muito tempo… mas ainda mais tempo queremos viver juntos, com o desafio do Papa Francisco: “Fazer bem, o bem que se faz!”

Sobre Bruno Castro

Bruno Castro

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