Terça-feira 24 de Outubro de 2017
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Reconciliação

«Disse-lhe então Jesus: “Também Eu não te condeno. Vai e de agora em diante não tornes a pecar.”» (Jo 8,11)

O Sacramento da Reconciliação, ou da Penitência, é assim chamado porque nos reconcilia não só com Deus, mas também com a comunidade eclesial e connosco mesmos. É o sacramento pelo qual recebemos o perdão espiritual de Deus pelos pecados cometidos

Como membros do Corpo de Cristo, tudo quanto fazemos influencia todo esse Corpo. O pecado fere e enfraquece o Corpo de Cristo que é a Igreja. O dom da cura que alcançamos na Penitência restaura a saúde e a energia tanto da Igreja como de nós mesmos. Quando alguém se desvia do amor de Deus ou o abandona, o dano recai sobre o pecador. O pecado venial enfraquece o nosso relacionamento com Deus. O pecado mortal rompe esse relacionamento.

Graças ao amor misericordioso de Deus não há pecado que não possa põe Ele ser perdoado, nem pecador que seja posto de lado. Todas as pessoas que se arrependem serão recebidas por Jesus Cristo, com perdão e imenso amor.

O poder de perdoar os pecados foi dado por Jesus aos Apóstolos: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoares, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos.» (Jo 20,22-23)

Constituem partes do sacramento da Reconciliação:

  1. Exame de consciência

Condição indispensável para uma confissão bem feita é o exame de consciência, que se traduz num confronto sincero e sereno com a lei moral interior, com as normas evangélicas propostas pela Igreja, com o próprio Jesus Cristo que é para nós Mestre e modelo de vida

  1. Contrição

Diz o Catecismo da Igreja Católica (1451) que a contrição é “uma dor de alma e uma detestação do pecado cometido, com o propósito de não mais pecar no futuro”.

A contrição é, pois, uma recusa do pecado e o firme propósito de não voltar a pecar.

Acto de contrição: Meu Deus, porque sois infinitamente bom e Vos amo de todo o coração, pesa-me de Vos ter ofendido e, com o auxílio da Vossa divina graça, proponho firmemente emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Peço e espero o perdão dos meus pecados pela Vossa infinita misericórdia. Amen.

  1. Confissão dos pecados

Constitui uma acusação espontânea de todos os pecados ao confessor. É o resultado de uma atitude de entrega, confiando plenamente na misericórdia de Deus. A confissão é, portanto, o encontro com o perdão divino, que nos é oferecido em Jesus e nos foi transmitido mediante o ministério da Igreja.

A Igreja recomenda a confissão regular – mesmo que não haja pecados mortais –, porque na confissão Jesus vai-nos curando e moldando o nosso coração, atraindo-nos cada vez mais para Si.

  1. O perdão

É o momento em que se experimenta o contacto com o poder e a misericórdia de Deus, através do sacerdote, que nos devolve à vida, deixando para trás as trevas e voltando à luz.

O sacerdote pronuncia a absolvição: “Deus, Pai de misericórdia, que pela morte e ressurreição de Seu Filho reconciliou o mundo consigo, e infundiu o Espírito Santo para remissão dos pecados, te conceda, pelo ministério da Igreja, o perdão e a paz. E eu te absolvo dos teus pecados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”

  1. A penitência

A penitência tem por missão conseguir a remissão das penas temporais que, depois da remissão dos pecados, ficam ainda por expiar na vida presente ou na futura. A penitência é a reparação pelos pecados cometidos.

«A Penitência é a aceitação paciente da cruz que temos de levar. Tais penitências ajudam-nos a configurarmo-nos com Cristo, que, sozinho, expiou os nossos pecados uma vez por todas. Tais penitências fazem que nos tomemos co-herdeiros de Cristo Ressuscitado, uma vez que também sofremos com Ele (Rm 8,17).» (Catecismo da Igreja Católica, 1460)

 

Oração de S. Francisco de Assis

Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz!

Onde houver ódio, que eu leve o amor;

Onde houver discórdia, que eu leve a união;

Onde houver dúvidas, que eu leve a fé;

Onde houver erros, que eu leve a verdade;

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;

Onde houver desespero, que eu leve a esperança;

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;

Onde houver trevas, que eu leve a luz.

 

Ó Mestre, fazei com que eu procure mais consolar, que ser consolado;

Compreender, que ser compreendido;

Amar, que ser amado;

Pois é dando que se recebe;

É perdoando, que se é perdoado;

E é morrendo que se vive para a vida eterna.

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